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Manifestações em apoio a Lula paralisaram Salvador nesta sexta-feira

6 abril, 2018


 
A decretação da prisão de Lula pelo juiz Sérgio Moro, na última quinta-feira (05/04), provocou a paralisação de Salvador, nesta sexta-feira (06), com a realização de atos em apoio ao ex-presidente nas regiões de maior movimentação da capital baiana: a Estação da Lapa e o Iguatemi. Nas manifestações, movimentos sociais, partidos de esquerda e eleitores de Lula falaram em resistir à prisão, considerada injusta e arbitrária.
O primeiro ato aconteceu no meio da manhã, na região da Estação da Lapa, a principal de Salvador, que teve barrada a entrada e a saída dos ônibus pelos manifestantes. A decisão de ocupar a estação aconteceu depois de uma plenária da Frente Brasil Popular (FBP) e da Frente Povo Sem Medo (FPSM), organizadoras das mobilizações, com a saída dos militantes em passeata do Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto do Estado (Sindae), nos Barris, até lá.
O presidente municipal do PCdoB em Salvador, Everaldo Augusto, criticou as decisões judiciais relacionadas ao processo do ex-presidente. “Queremos Lula livre, pois Lula foi condenado sem provas. O Judiciário quer implantar uma ditadura no país, passando por cima da Constituição. Quando a democracia está em risco, nossos direitos estão ameaçados”, argumentou.
À tarde, por volta de 15h, a manifestação seguiu para o Iguatemi, onde estão localizados importantes acessos às principais vias da capital. Com a paralisação, um carro de som foi colocado no local e um ato político realizado, com a participação de diversas lideranças atuantes no estado. Por volta das 19h, os manifestantes saíram em passeata até a Fieb (Federação das Indústrias do Estado), no Stiep.
A secretária nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Olívia Santana, defendeu que o apoio a Lula significa, também, a defesa dos interesses da classe trabalhadora. “Nós precisamos mostrar para eles que nós sabemos que existe um esquema muito pesado contra Lula. Essa gente podre que está no poder não quer sair. Essa gente que tirou direito dos trabalhadores, que congelou investimentos em saúde e educação”, disse.
O presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Pascoal Carneiro, reafirmou a defesa de Olívia, e conclamou a classe trabalhadora a continuar mobilizada. Para ele, a perseguição visa continuar a interromper o ciclo de avanços e conquistas experimentado nos governados de Lula, e que foi continuado pela presidenta Dilma Rousseff.
A importância da unidade dos trabalhadores e trabalhadoras foi reforçada pelo presidente do Sindicato dos Bancários do Estado, Augusto Vasconcelos. Segundo ele, que também é advogado, já não resta dúvidas que o Brasil vive um estado de exceção combinado com o ataques aos direitos trabalhistas.
Resistência
Ainda no Iguatemi, o presidente da União dos Estudantes da Bahia (UEB), Natan Ferreira, explicou que a juventude vai continuar mobilizada, diante da decisão do ex-presidente de não se entregar. “A mobilização se intensifica. Esses ataques que o presidente Lula vem sofrendo não é só uma perseguição apenas a ele, mas a todos os direitos que ele permitiu que o povo pobre deste país pudesse alcançar”, disse Natan.
A previsão é de que novos atos aconteçam na capital, nos próximos dias, em apoio à resistência de Lula à prisão.

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