A pré-candidata do PCdoB à presidência da república, Manuela d’Ávila participou de uma conversa com os Jornalistas Livres para falar da situação política do país. O vídeo foi divulgado neste sábado (21). “Manuela d’Ávila coloca sua candidatura a serviço da luta pela Democracia, que exige União e diálogo entre as esquerdas e demais forças progressistas”, aponta o grupo.
Em 40 minutos de bate-papo, Manuela falou sobre machismo, a participação do PCdoB nos governos Lula e Dilma, sobre a prisão política do ex-presidente Lula, sobre política de conciliação, alianças e interesses, as medidas de retrocessos tomadas pelo governo Temer, as reformas, o que representa a sua pré-candidatura, e defendeu um novo projeto de desenvolvimento e combate às desigualdades sociais no Brasil.
Esforço da unidade
Manuela explicou o cenário eleitoral das forças progressistas e o esforço de sua pré-candidatura para ampliar e unir a esquerda. “Nós do PCdoB fizemos e fazemos todos os esforços para que existisse uma saída conjunta para o nosso campo. Inclusive, chegamos a fazer um gesto maior que eu poderia fazer que era dizer que se o problema era minha candidatura, eu retiraria.
Falando das pré-candidaturas de Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (Psol), Manuela explicou que nunca foi obstáculo para a unidade da esquerda. “Nós somos quatro, se o problema sou eu eu deixo de ser candidata. Se existe virtualmente dois espaços numa chapa, o candidato e o vice, então oquei”.
“O centro sempre foi a ampliação da nossa unidade”
Manuela falou que a intenção de colocar seu nome não era para colocar no seu currículo que foi pré-candidata à presidência, ou talvez algo mais relevante como ser a única candidata mulher depois de um golpe misógino que a reação que foi sobretudo das mulheres e que pune ainda mais as mulheres.
“Mesmo diante disse tudo, o centro era ampliação da nossa unidade. (…) Existe esse esforço da nossa unidade. Pra nós do PCdoB sempre foi importante. A única candidatura que fala que é ou não é, é a minha, respondeu.
“O tema da unidade é um tema central. As virtuais divergências que a gente tem são inferiores a unidade que a gente tem que ter para reconstruir o Brasil”, ressalta Manuela.
Fonte: PCdoB nacional