
Mais de 200 médicos cubanos lotaram a área de embarque do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, na última quarta-feira (28/11), na volta para Cuba, após a saída do programa ‘Mais Médicos’. No local, os profissionais receberam uma homenagem dos brasileiros, em um ato de solidariedade e agradecimento puxado por entidades da luta internacionalista na Bahia.
Algumas das entidades presentes foram a Associação Cultural José Martí (ACJM), o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e o Instituto de Estudo e Ação pela Paz e Justiça Social (IAPAZ). Para Maria Ivone, presidenta da ACJM, os médicos cubanos merecem todas as homenagens porque são mais do que médicos, são humanos.
“Eles foram para os rincões do Brasil, onde os médicos brasileiros não vão. Eles foram para as periferias, para as comunidades quilombolas, para as comunidades indígenas, levando uma medicina com amor, baseada no cuidado, na prevenção”, afirmou Maria Ivone, durante o ato no aeroporto.
Os cubanos estão no Brasil desde 2013, início do programa ‘Mais Médicos’, criado durante o governo da presidenta Dilma Rousseff para cobrir um déficit de profissionais da medicina no país, principalmente nos interiores. A saída de Cuba se deve às declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que afirmou ter a intenção de alterar as regras da participação dos médicos cubanos, quando assumir o governo, em 2019.