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Mulheres do PCdoB-BA debatem em Salvador os desafios da emancipação

30 março, 2019


O Comitê Estadual do PCdoB na Bahia realizou, neste sábado (30/03), o VI Encontro Estadual de Mulheres, como parte da programação do mês das mulheres e com a finalidade de discutir a participação feminina na estrutura partidária, com a presença de lideranças de todo o estado. O encontro, que aconteceu no Sindicato dos Comerciários, em Salvador, contou com a participação da secretária nacional de Mulheres do partido, a catarinense Ângela Albino.
Presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães exaltou a iniciativa da Secretaria de Mulheres e defendeu a necessidade de ampliar, ainda mais, a garantia da emancipação e presença feminina no partido. “O PCdoB tem a marca da luta e da voz das mulheres. A luta pelo socialismo é o norte, mas não está dissociada da luta pela afirmação da mulher. Deixar de lado [essa luta] é não compreender as contradições sociais”, disse.
A secretária estadual de Mulheres, deputada federal Alice Portugal, explicou que a atividade esteve concentrada, também, na construção de um planejamento para este ano com foco na participação do PCdoB nas eleições municipais de 2020. O objetivo é viabilizar secretarias de mulheres nos comitês municipais e candidaturas femininas competitivas, para garantir a eleição de prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras.
“Esse é um momento importante. É o início do planejamento de 2019, visando 2020. O PCdoB tem a clareza que a sociedade não se emancipará sem a participação das mulheres. As candidatas do PCdoB não são laranjas. São vermelhas. É importante que desenvolvamos a sororidade, do apoio mútuo”, defendeu a secretária estadual de Mulheres do PCdoB.
Alice também defendeu a necessidade de valorização e ampliação da União Brasileira de Mulheres (UBM), entidade que, segundo ela, fortalece, junto à sociedade, a luta feminina do PCdoB. “É preciso que exista a UBM em cada município onde o partido está organizado”, afirmou.

Desafios da luta
A secretária nacional Ângela Albino fez uma palestra sobre a luta e os desafios das mulheres no partido e aproveitou a oportunidade para elogiar a atuação do Nordeste, em especial a Bahia, no esforço para a emancipação feminina. “Vocês inspiram o país. Quando a gente olha pra cá, renovamos a esperança no Brasil. Essa luta não é só das mulheres. É uma luta civilizacional”, disse.
Ângela fez um chamamento às comunistas para a construção de um projeto eleitoral com a marca das mulheres em 2020 como forma de preparar, também, as eleições gerais de 2022, que vão representar um desafio para o PCdoB. ”Temos uma cláusula de barreira pior em 2022, mesmo com o PPL. O processo eleitoral de 2020 constrói 2022 e é por isso que temos que tomar nas mãos a construção de 2020 como antessala de 2022”.
Ela também apresentou as tarefas organizativas da luta das mulheres: enfrentar o desafio coletivo de organicidade das Secretarias de Mulheres nos municípios, construir condições para lançar o maior número de candidatas de forma qualificada, construir os fóruns estaduais de Mulheres do PCdoB, aprofundar a aproximação com mulheres vindas do PPL, investir na formação das comunistas e preparar a 3ª Conferência Nacional da Mulher, no segundo semestre.
Feminismo comunista
Julieta Palmeira, secretária de Políticas para as Mulheres do governo do Estado, também esteve no encontro e defendeu que é preciso se apropriar do feminismo, pois “ser comunista tem a ver com ser feminista”. “Se a gente fala que é preciso desconstruir uma cultura, precisamos pensar em outra forma de masculinidade. A masculinidade tem que ser vista de outra forma, não associada à violência, ao poder de mando”.
A deputada estadual Olívia Santana reforçou a defesa do feminismo e falou da necessidade de considerar as transformações do movimento para abarcar as mulheres transgênero. “Temos formas diferentes de militância e há uma diversidade de nós, por isso, precisamos abarcar e não excluir”, afirmou.
Nágila Maria (UNE) e a professora May Castro chamaram a atenção de pensar, também, os desafios específico do feminismo negro, em um estado de maioria negra. A vereadora Aladilce Souza, de Salvador, lembrou da necessidade de defender a democracia, diante da proximidade do aniversário do golpe de 1964.
O VI Encontro Estadual de Mulheres do PCdoB ainda aprovou uma moção de aplausos para a professora Iracy Picanço, que faleceu neste sábado.

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