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Olívia e Augusto cobram no MP-BA apuração das mortes de jovens negros

4 maio, 2021

 

A deputada estadual Olívia Santana e o vereador soteropolitano Augusto Vasconcelos, ambos do PCdoB, participaram de uma reunião no Ministério Público do Estado (MP-BA), na última segunda-feira (03/05), para acompanhar as investigações do caso dos jovens negros assassinados em Salvador, após uma suposta tentativa de furto de carne em uma rede de supermercados. A audiência foi solicitada pelo mandato de Olívia e contou com a participação da procuradora-geral, Norma Angélica, e de promotores de justiça da área criminal.

Segundo a deputada do PCdoB, a visita foi para cobrar respostas sobre a investigação e amparo para a família das vítimas, Bruno Barros, 29, e Ian Barros da Silva, 19, que eram tio e sobrinho. “Saio confiante que, de fato, o Ministério Público está apurando o caso na busca por justiça. Além da investigação criminal, a família deve ser amparada para que a tragédia não se propague no tempo e comprometa o futuro de todos os parentes das vítimas. A empresa precisa responder!”, afirmou Olívia.

A empresa envolvida é o Atakadão Atakarejo, onde os jovens teriam tentado furtar as carnes e, após o flagrante, teriam sido entregues por seguranças da rede de supermercados para traficantes de Salvador, possíveis responsáveis pela execução dos dois. Os corpos das vítimas foram encontrados com sinais de tortura, no último dia 26 de abril, no porta-malas de um carro.

Para Augusto, a eficiente apuração e a exemplar punição dos autores dos homicídios são necessárias para dar uma resposta à cultura de fazer “justiça” com as próprias mãos. “A sociedade não pode aceitar o retorno da vingança privada, que revela a face ainda mais cruel do racismo institucional. Fomos obter informações a respeito das investigações e pedir empenho no sentido de que os responsáveis sejam punidos”, disse o vereador do PCdoB.

A visita ainda contou com a participação dos vereadores Marta Rodrigues (PT) e Silvio Humberto (PSB), e serviu para também cobrar do MP um termo de ajustamento de conduta, no que diz respeito à formação de seguranças de supermercado e shoppings centers. “É importante fazer esse trabalho com essas empresas, para que haja uma política de formação para a garantia dos direitos humanos, para que fatos como esse e tantos outros que já aconteceram não continuem se repetindo”, defendeu Olívia Santana.

Também participaram da reunião Edvaldo Gomes Vivas, promotor de Justiça de Assistência da Capital, coordenador do CAODH, da promotora Lívia Vaz, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (GEDHDIS), entre outros promotores.

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