Nesta semana, o Brasil foi mais uma vez surpreendido com uma proposta do governo Bolsonaro. Se o auxílio emergencial passou de R$ 600 para R$ 300, agora nem isso o presidente quer oferecer. A proposta atual é de um novo programa chamado BIP (Bônus de Inclusão Produtiva), que tem como objetivo oferecer R$ 200 por mês aos beneficiários no próximo trimestre.
Além de um valor reduzido de ajuda de custo, o BIP só pretende atender os trabalhadores informais, se esses, ainda por cima, não receberem o Bolsa Família, como se esse programa por si só já conseguisse sanar as dificuldades econômicas das brasileiras que o recebem, o que não é verdade.
Por essas e por outras que os parlamentares do PCdoB-BA pressionam por melhores condições para os mais necessitados. Conforme, pois, a deputada federal Alice Portugal, “renovar o auxílio emergencial de R$ 600 é salvar vidas. A nova proposta do governo de R$ 200 é crueldade. O fim do auxílio emergencial vai deixar ao menos 63 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil”.
Na mesma luta pela renovação dos R$ 600, o deputado federal Daniel Almeida também se manifestou a respeito. “Defender o auxílio emergencial é defender que milhões continuem tendo comida na mesa, que os desempregados enfrentem a pandemia de forma mais digna e as famílias tenham uma mínima garantia de alimentação”, declara.
Entre as medidas para receber os R$ 200, valor que certamente não permitirá o luxo da compra de uma lata de leite condensado, está a de o beneficiário fazer um curso de qualificação profissional, assim como a de se associar à Carteira Verde e Amarela, que precariza as condições de trabalho.
Com o desembolso mensal do governo federal passando de R$ 50 bilhões, durante o oferecimento do auxílio emergencial, para R$ 6 bilhões por mês com a proposta do BIP, caso esse seja aprovado, parece que vai sobrar mais verba pública para as regalias do presidente da república.