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PCdoB-BA pede respeito aos trabalhadores e à democracia no 1º de maio

1 maio, 2018


 
Dirigentes e militantes do PCdoB na Bahia se juntaram às centrais sindicais com atuação no estado para realizar, nesta terça-feira, em Salvador, o tradicional ato do 1º de maio, que marca o Dia Internacional dos Trabalhadores. O ato político-cultural deste ano aconteceu no Farol da Barra, um dos cartões-postais da capital baiana, com pedidos de respeito aos direitos da classe trabalhadora e à democracia, e apresentações de artistas baianos.
Entre as críticas feitas pelos dirigentes sindicais, e reforçadas pelos representantes do PCdoB, estavam a reforma trabalhista, a prisão considerada ilegal do ex-presidente Lula e a demora na conclusão das investigações sobre o assassinato de Marielle Franco, vereadora do PSOL do Rio de Janeiro. Para a deputada federal comunista Alice Portugal, a presença do PCdoB no ato é mais uma demonstração do compromisso histórico do partido com as causas populares.
“Nós sabemos que a luta de classes é cruel e é evidente que aqueles que mais trabalham são os que menos têm, explorados pela sanha de um regime que está fadado ao insucesso, que é o capitalismo. A consciência da classe em si e para si só acontece na luta, e é por isso que nós, a cada 1º de maio, renovamos esses nossos votos de luta, homenageando os trabalhadores que morreram, que tombaram na luta”, justificou a parlamentar comunista.
Este é o primeiro Dia dos Trabalhadores após a aprovação da reforma trabalhista, que alterou mais de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no ano passado, e que é considerada lesiva à classe trabalhadora. O secretário estadual Sindical do PCdoB, Aurino Pedreira, fez duras críticas ao governo do presidente Michel Temer, o articulador da reforma, e defendeu que é preciso resistir às mudanças legislativas e lutar por revogá-las.
“Esse governo golpista [de Michel Temer] está buscando aniquilar os direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores. Por isso, esse é o 1º de maio da resistência, com as centrais sindicais unificadas”, explicou Pedreira. O presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-BA), Pascoal Carneiro, reforçou as críticas e defendeu que as eleições de 2018 são fundamentais para o objetivo de frear os ataques aos direitos trabalhistas.
Para Pascoal Carneiro, a luta por Lula livre é “para revogar toda essa situação de calamidade que se encontra o país, sem crescimento econômico. O Brasil está parado, vivendo, a partir do Palácio do Planalto, uma situação de corrupção aberta, com um presidente corrupto e sem voto”. A vereadora do PCdoB em Salvador, Aladilce Souza, fez coro aos pedidos de liberdade para Lula, ao defender que esse é um anseio da população.
“O povo quer Lula livre. O povo quer liberdade e democracia no país. O povo quer esse Brasil poderoso, voltado para beneficiar os trabalhadores brasileiros”, afirmou Aladilce. O colega de bancada dela, vereador Hélio Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários, também avaliou o cenário político, que, segundo ele, é antidemocrático, e cobrou a liberdade do ex-presidente e celeridade nas investigações do caso Marielle Franco.

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