Na tarde desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, movimentos sociais, frentes progressistas e partidos de esquerda realizam um ato político na Praça da Piedade, em Salvador, em repúdio ao recente bombardeio dos Estados Unidos na Venezuela. A concentração começa às 16h, no marco de uma série de manifestações programadas em capitais brasileiras em solidariedade ao povo venezuelano. 
A mobilização, convocada oficialmente pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, reúne lideranças sindicais, estudantis e movimentos sociais, além de militantes de partidos progressistas.
Caio Botelho, secretário de Movimentos Sociais do PCdoB Bahia, ressaltou o caráter internacionalista e anti-imperialista da ação:
“Precisamos nos mobilizar para denunciar mais essa agressão promovida pelos Estados Unidos, que têm como objetivo apropriar-se dos recursos naturais da Venezuela e da América Latina, como sempre fizeram. Trata-se de mais um golpe, dentre tantos, que o governo estadunidense executa para depor governos que não se alinham com seus interesses econômicos e geopolíticos, mesmo que a um elevado custo de vidas e sofrimento aos povos do continente. Por isso, precisamos parar Donald Trump, até porque o Brasil pode ser o próximo da lista.”
O ato em Salvador integra um dia de manifestações por todo o país, com mobilizações marcadas também em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre. Todas em resposta à ofensiva dos EUA em território venezuelano. 
Contexto internacional: o que desencadeou os protestos
No último fim de semana, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, o governo dos Estados Unidos lançou uma operação militar em solo venezuelano que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e na retirada deles do país, gerando condenações em diversos países da América Latina e protestos globais. As autoridades venezuelanas denunciaram a ação como uma agressão e uma violação da soberania nacional. 
A ofensiva provocou uma onda de reações no Brasil: além dos atos populares de repúdio organizados por frentes e movimentos sociais, lideranças políticas também se manifestaram. No estado da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues classificou os ataques como “uma agressão grave a um país latino-americano” e defendeu a busca por soluções diplomáticas, alinhado à posição do governo federal. 
Os protestos contra a ação americana ganharam dimensão internacional, com manifestações em capitais da América Latina, Europa, Ásia e nos próprios Estados Unidos, incluindo o ressurgimento de slogans historicamente ligados ao anti-imperialismo, como “No Blood for Oil”.