A direções nacional e baiana do PCdoB realizam, nesta quarta-feira (24/03), uma vigília em memória do dirigente Haroldo Lima, morto durante a madrugada por complicações da Covid-19. O ato está marcado para 18h30 e será transmitido pelas redes sociais do Partido.
A atividade vai reunir lideranças nacionais e estaduais, não só do PCdoB, mas também de outras legendas e movimentos aliados. Diversas homenagens estão sendo preparadas para o dirigente histórico, que tinha mais de meio século de luta em defesa da liberdade, da igualdade e da justiça social.
Haroldo tinha 81 anos, e estava internado no Hospital Aliança, em Salvador, na luta contra o vírus que já matou quase 300 mil pessoas no Brasil. Referência para toda a militância do PCdoB, ele iniciou as atividades no movimento estudantil, na década de 1960, período em que combateu a ditadura civil-militar (1964-1985).
Pela participação nas mobilizações contra a ditadura, foi perseguido, preso e torturado. Com a abertura política, conseguiu ser eleito deputado federal, integrando a Constituinte de 1987/88 e permanecendo na Câmara dos Deputados por mais outros quatro mandatos.
No governo Lula, esteve à frente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de descoberta do pré-sal. Atualmente, Haroldo integrava os comitês central e estadual do PCdoB.
Haroldo Lima deixa esposa, a também militante Solange Silvany, três filhas e três netas.