O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) passará a ter um acervo público na Fundação Pedro Calmon, instituição do Governo do Estado responsável pela preservação da memória e dos registros históricos da Bahia. A assinatura do Termo de Doação da Memória do PCdoB será realizada no dia 29 de novembro, às 10h, em cerimônia com a presença da direção estadual do Partido e da Fundação Maurício Grabois – Seção Bahia.
O acervo será composto inicialmente por 17 mil documentos, além de registros fotográficos e audiovisuais, que contam parte importante da trajetória dos comunistas baianos. O material ficará disponível para o público, pesquisadores e demais interessados na história política e social do Estado.
Outros documentos e registros que estão sob a guarda de militantes e instituições também serão incorporados ao acervo ao longo do tempo. Para contribuir com o envio de materiais, os interessados devem procurar as direções do PCdoB e da Fundação Maurício Grabois-Bahia, pessoalmente ou por telefone. Após a coleta, o conteúdo será organizado e integrado oficialmente à coleção da Fundação Pedro Calmon.
Para o presidente estadual do PCdoB, Geraldo Galindo, a iniciativa reforça o compromisso do Partido com a memória democrática da Bahia. “Tornar público o acervo com a memória da luta dos comunistas demonstra a importância e o lugar que o PCdoB ocupa na vida democrática do povo baiano”, afirmou.
O presidente da Fundação Maurício Grabois na Bahia, Everaldo Augusto, destacou a relevância histórica do material, que abrange desde as primeiras décadas de atuação do Partido, incluindo a organização de trabalhadores, estudantes, mulheres, negros e indígenas, a resistência à ditadura militar, a redemocratização e a luta política até os dias atuais.
Com a doação, a história de luta do PCdoB na Bahia passa a integrar o patrimônio histórico estadual, fortalecendo a preservação da memória das forças populares e democráticas que marcaram o século XX e seguem atuando na construção do futuro do país.