
A seção baiana da União Brasileira de Mulheres (UBM-BA) realizou, da última quarta-feira (26/08) até sábado (29), o 11º Congresso Estadual da entidade, que recebeu o nome de Clarice Pereira, em homenagem à professora baiana e militante feminista morta pela covid-19. Na ocasião, foi eleita a pedagoga Juliana Campos para presidir a UBM na Bahia pelos próximos anos.
Para a nova presidenta, o desafio que encontra pela frente é o da construção da emancipação das mulheres, que, para ela, está entrelaçada às questões de raça e classe. “Compreender a divisão do trabalho e quem compõe a divisão do trabalho nas diferentes esferas sociais é essencial para lutarmos por políticas públicas, por projetos de lei e realizar ações de conscientização social”, argumentou.
Após o anúncio do seu nome, no sábado, Juliana Campos também destacou a intenção de estruturar a entidade em cada “cidade, escola, bairro, fábrica, comércio”, principalmente neste momento de avanço das pautas conservadoras. “É essencial que a gente organize a UBM em todos os espaços onde a gente esteja, para disputar as narrativas conservadoras e fascistas do governo Bolsonaro”, disse.
Para ela, a extrema-direita que está no poder tem um projeto de subalternidade para a mulher brasileira. “Nós somos aquelas que vamos construir uma grande frente ampla do feminismo. Queremos uma frente ampla composta por mulheres e por homens dispostos a lutar por direitos iguais”, completou.