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Repórter é encurralada e agredida durante ato bolsonarista em Salvador

15 março, 2021

[caption id="attachment_78926" align="alignnone" width="300"] Imagem de alguns dos agressores publicada pelo Correio[/caption]

 

A repórter fotográfica Paula Fróes, do jornal Correio, sofreu agressões verbais e foi encurralada, durante a cobertura de uma manifestação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, no último domingo (14/03), em Salvador. O ato foi contra as medidas restritivas impostas pelo governador e por prefeitos da Bahia para conter o avanço do coronavírus no estado.

“Você não tem vergonha na cara. Palhaça! Vocês são bandidos, vagabundos! A imprensa é que nem um cachorro, sempre atrás de comida. Fale seu nome! Vagabunda! Chamei mesmo, de vagabunda, é vagabunda mesmo, a serviço de bandido. Venha cá, comunista!", disseram os manifestantes, segundo o jornal Correio.

Um dos agressores, já identificado pelo jornal, é o educador físico Genisson Moreira, diretor-presidente da Asdeck Karatê e fundador do Instituto Amigo dos Bairros. Genisson se candidatou a vereador de Salvador pelo PTC em 2020, recebendo pouco mais de 300 votos, e já trabalhou como assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Salvador (CMS).

O ato dos bolsonaristas em Salvador recebeu o nome de ‘Passeata pela Liberdade, com Deus e pela Família’, uma evidente referência à ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, que aconteceu em 1964 e que é considerada um dos motivadores do golpe militar ocorrido naquele ano, no país.

Repúdio

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) condenou os ataques, se solidarizou com a repórter Paula Fróes e cobrou punição aos agressores. O parlamentar afirmou que não é possível mais aceitar que a violência à imprensa se torne uma regra nos eventos dos bolsonaristas, nem que os manifestantes continuem promovendo aglomerações, sem nem o uso de máscaras.

“Está na hora desses agressores responderem por seus atos judicialmente. O desrespeito à imprensa é uma atitude disseminada por Bolsonaro e replicada por seus seguidores. Não podemos aceitar!”, disse Daniel.

 

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