Uma recente pesquisa do Datafolha mostra que a percepção da população sobre os sindicatos melhorou. Na época da reforma trabalhista de Michel Temer (2017), cerca de 58% dos brasileiros consideravam que as entidades sindicais serviam mais para fazer política. Hoje, esse número caiu para 50%, e a visão de que sindicatos são importantes para defender os interesses dos trabalhadores subiu de 38% para 47%.
Para a presidenta da seção baiana da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-BA), Rosa de Souza, as entidades sindicais precisam, sim, estar atentas ao cenário político. "Os sindicatos atuam primeiro na defesa dos interesses dos trabalhadores, mas devem participar das lutas políticas que interessam a toda população. Muitos problemas enfrentados nas empresas e no mercado de trabalho decorrem de atos políticos ruins. A reforma trabalhista de Temer e Bolsonaro é um exemplo", afirma.
Para a dirigente, por conta desse prestígio, os sindicatos podem jogar papel decisivo na mobilização das categorias e da população para uma vitória do campo popular nas eleições de outubro. "Nosso povo sofre com desemprego, inflação e preços em alta. É a carestia do atual governo. As pessoas sentem o transporte cada vez mais caro, gás de cozinha passando de R$ 130,00 e gasolina que já chegou até a R$ 8,00. Em seis anos, o preço da energia subiu 114% e a inflação, 48%. Temos que debater as causas disso e mostrar o caminho para mudar", defende.
A sindicalista diz que a CTB Bahia orienta os sindicatos filiados a atuarem com os partidos de esquerda, as centrais e os movimentos sociais. "O objetivo é mobilizar a sociedade nesse momento importante. Precisamos - e vamos - mudar o Brasil, que está sem rumo. É com Lula que o nosso povo será feliz de novo, por tudo de bom que ele fez antes", destaca.
Rosa defende que a Bahia tem que seguir avançando no desenvolvimento iniciado por Jaques Wagner e intensificado por Rui Costa (com Bolsonaro jogando contra). "Isso só é possível elegendo Jerônimo governador. Com Lula, Otto Alencar e Wagner no Senado, além de deputados e deputadas do campo popular, ele fará muito mais", enfatiza.
Com Ascom/CTB-BA