A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do estado da Bahia lançaram nesta quinta-feira (19) a Rede de Mulheres Empreendedoras, que tem como objetivo oferecer capacitação para essas profissionais.
A formação conta com a carga horária de oito horas e tem previsão de início na segunda semana de setembro deste ano. Além disso, é voltada para cerca de 600 mulheres distribuídas entre os municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Alagoinhas e Itabuna.
A seleção, que deve ser realizada por meio de mobilização local dos órgãos envolvidos, deve priorizar quem estiver em situação de vulnerabilidade, de violência ou que seja chefe de família monoparental.
Conforme a secretária da SPM, Julieta Palmeira, “esse projeto é voltado para que essas empreendedoras tenham uma inserção melhor no mercado de trabalho. A prioridade é para as mulheres que criam seus filhos sozinhas. A gente considera que este é um segmento muito importante, e a SPM tem impulsionado a necessidade de políticas públicas. O foco é a qualificação dessas mulheres”, afirmou.
“Durante a pandemia, cresceu muito o empreendedorismo feminino como forma de manutenção das famílias”, informou Davidson Magalhães, secretário da SETRE e presidente do PCdoB-BA, que continuou a se pronunciar sobre a importância da Rede de Mulheres Empreendedoras.
“Essa integração das duas secretarias visa dar uma consistência maior aos pequenos negócios que já existem na Bahia. São políticas que se somam para o empoderamento da mulher e, ao mesmo tempo, gerar emprego e renda. O programa conta com investimento de mais de R$ 200 mil oriundos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Funcep)” comunicou.
A iniciativa atende a uma demanda que tem crescido na Bahia, pois, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o estado tem por volta de 500 empreendedoras mulheres, sendo que 57% dessas mulheres são chefes de domicílio e 82% ganham até um salário mínimo.
Ao oferecer a oportunidade de capacitação para as mulheres, por meio de oficina de gestão em pequenos negócios, a Bahia segue na luta também contra a opressão, já que a formação pode propiciar maior autonomia financeira para as baianas.