A seção baiana da União Nacional (UNA) LGBT manifestou repúdio pelo assassinato de Vivaldo Oliveira Filho, mais conhecido como Vivas, de 41 anos, militante da causa no município de Uruçuca, no Litoral Sul do estado. Vivas foi encontrado morto em casa, com sinais de violência, na última segunda-feira (17/05), Dia Internacional contra a Homofobia.
Em uma nota pública, a UNA ainda exigiu das autoridades estaduais respostas imediatas sobre a autoria e as circunstâncias do crime. Segundo a entidade, há suspeitas de que o assassinato tenha sido motivado por homofobia, e acontece em um período em que o movimento tem observado um aumento no registro dos crimes contra as pessoas LGBTQIA+ na Bahia.
“Além desta pandemia, que tem causado tantas dores nos lares dos brasileiros, temos que conviver com os assassinatos dos LGBTQIA+? Observa-se que a Lgbtifobia avançou ainda mais nesse período e precisamos marcar esse momento com uma mensagem de afeto, resistência e esperança, ao denunciarmos a violência contra nós LGBTI+”, diz a nota.
A UNA-LGBT da Bahia ainda defendeu que o combate à violência se torne uma das principais bandeiras, neste momento em que se discute a luta contra a homofobia. “Ter ciência do fato no dia 17 de maio, Dia Internacional de Combate e Enfrentamento à LGBTIfobia, aumenta nosso compromisso com nossa principal bandeira de luta: o combate à violência”, finaliza o texto.