A União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro) se posicionou sobre o fuzilamento do músico e segurança Evaldo dos Santos Rosa, alvo de homens das Forças Armadas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, neste domingo (07/04). Para a entidade, o ataque foi motivado por racismo, pois tudo leva a crer que a vítima foi confundida com um criminoso por ser negra.
“Qual o crime? Ter a pele preta!! Chega de sermos a carne mais barata do mercado, o alvo das balas das polícias e do Exército, milícias e grupos de extermínio”, diz uma nota da Unegro divulgada em uma rede social.
Evaldo foi alvejado por 80 tiros dos homens das Forças Armadas quando passou de carro com a família em uma região conhecida como Guadalupe. No carro, estavam cinco pessoas que iam para um chá de bebê - além de Evaldo, também estavam no veículo a esposa; o filho de 7 anos; o sogro e uma outra mulher.
No posicionamento, a Unegro defendeu que existe uma cultura no Brasil que associa o negro à violência e ao crime, e que é urgente a superação dessa lógica. “Chega dessa violência de ser a população suspeita-padrão, passível de serem abatida antes de quaisquer perguntas ou investigações. Basta!”, diz outro trecho da nota.