APLB: Incentivar a gravação de aulas incita a coação dos professores

A APLB-Sindicato, que representa os trabalhadores em educação, se manifestou contra o movimento que orienta estudantes a filmar e denunciar professores por “manifestações político-partidárias ou ideológicas” nas aulas. A ideia partiu da deputada estadual Ana Carolina Campagnolo (PSL), eleita em Santa Catarina, que chegou a oferecer um canal para receber denúncias.

Para a APLB, a atitude da deputada induz os alunos a descumprirem a Lei Nº 14.363, de 25 de janeiro de 2008, que dispõe sobre a proibição do uso de telefone celular nas escolas estaduais do estado de Santa Catarina e, por conseguinte, em escolas de outros estados brasileiros. Além disso, “incita a coação dos professores em sala de aula, e promove o desrespeito aos educadores, comprometendo a didática pedagógica profissional”.

O sindicato ainda informou que a ação de gravar pessoas sem a autorização judicial e de quem é gravado é um crime.

Ana Carolina Campagnolo se apresenta como “professora de história, cristã, antifrágil, antimarxista e antifeminista”. Ela é uma das principais apoiadoras do projeto “Escola Sem Partido”, em discussão no Congresso Nacional.

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